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Louis C.K., Velha Mídia é a Mãe e a batalha contra a pirataria

12/12/2011 - 12:00 pm  -  30 comentários


Louis C.K. é um dos grandes nomes do stand up americano da atualidade. Em alguns medições ele atinge 450 miliCarlins. Como todo comediante do ramo ele vive de shows, DVDs e programas de TV. (Exceto o Rafinha Bastos, que agora é cantor, mas pensando bem eu disse “comediante”)

Ele (Louis C.K., não o Rafinha) tem enfrentado problemas pois a HBO não passa mais seus especiais –só prestigiam artistas da casa- e canais alterativos como Showtime e Cartoon network consideram a comédia de Louis muito controversa.

A saída foi a Internet, mas ele resolveu fazer diferente. Ao invés de se associar com um grande nome, uma grande distribuidora, ele preferiu fugir das restrições impostas por esses modelos e está distribuindo o novo show direto de seu site oficial.

Sem DRM, sem restrições, sem limite por regiões, ele diz com todas as letras: “Você pode baixar o arquivo, ver quantas vezes quiser, queimar um DVD, whatever”. A única coisa que ele pede é que você PAGUE POR ESSE DIREITO, são míseros US$5,00 por um show inteiro, gravado profissionalmente em um teatro, editado e produzido.

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Campanha do Einstein–viralzinho sangue bom!

01/12/2011 - 9:15 am  -  15 comentários


Algumas vezes as idéias mais óbvias são as mais geniais, é uma questão de implementação. 5 minutos estudando o problema da doação de sangue e percebe-se que ele só existe pelo produto ser escasso. Essa é a grande inconveniência. Inconveniência? Conveniência? Eureka, filme pronto.

Em retrospecto é um caminho super-lógico, mas perceber a boa idéia e não jogá-la fora por ser “óbvia” é a verdadeira genialidade. Daí essa campanha do Hospital Israelita Albert Einstein estimulando doação de sangue.

Em uma loja de conveniência instalaram uma geladeira com um monte de bolsas de sangue, filmando a reação dos clientes quando descobriam a esquisitice. Como a maioria das pessoas é normal, não pensariam como eu “que legal, TruBlood em refil!”.

O resultado é imediato, teve um sujeito que chegou a ligar pra alguém (mané, não conhece Twitter) para contar o quê estava vendo.

Nas bolsas, a mensagem:

“Se conseguir sangue fosse fácil assim a gente não precisaria pedir para você doar”

Assista e compartilhe, é uma excelente idéia, tanto o vídeo quanto a doação de sangue si.

PS: Se o mundo fosse justo haveria um lugar especial no Inferno pros babacas que deram polegar pra baixo no vídeo.



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Chamemos de Cojones Marketing

06/06/2011 - 7:25 pm  -  43 comentários


É moda criar nomes pra tudo que é obviedade em termos de propaganda e marketing, isso serve para vender livros, comer calouras e impressionar clientes, não necessariamente nessa ordem de interesse.

Daí termos como ambush marketing, guerilla marketing, transmedia marketing e -meu favorito- realtime marketing.

A única coisa que esquecem é que o único marketing que funciona é o marketing BOM, e pra isso é preciso ter cojones.

As empresas querem ser amadas, conhecidas, desejadas mas não querem se diferenciar da concorrência, não querem se indispor com ninguém, seguem a tradição (principalmente no Brasil) de pagar de bonzinho a qualquer custo, fazendo tudo pra sair bem na fita.

Problema é que não fazer nada funciona muito bem para passar despercebido, não para se destacar da concorrência.

É impossível agradar todo mundo. É triste, eu sei, mas se você vende costeletas de porco não conseguirá a simpatia do público vegan ou muçulmano. Mesmo assim a maioria das empresas tentar ser a legalzona.

Daí temos gestos ridículos como a churrascaria Porcão cobrir o letreiro para não ofender uma comitiva de clientes árabes.

Felizmente há gente que não se interessa em manter esse discurso, são empresas que colocam seus consumidores em primeiro lugar, onde por seus consumidores entenda-se quem realmente frequenta, consome e é leal à marca e à empresa. É uma estratégia de nicho, mas que pode ser o GRANDE diferencial.

Um excelente exemplo, que dificilmente veríamos no Brasil aconteceu com no Alamo Drafthouse, uma pequena cadeia de cinemas no Texas. No caso, na filial de Austin. O cinema tem uma clientela fiel, disposta a pagar um preço diferenciado por boa comida, boa bebida e principalmente filmes em uma sala onde é terminantemente proibido telefonar, mandar SMS ou conversar.

Isso mesmo. São as regras, e antes que alguém reclame, lembre-se: Um celular mesmo silencioso se torna uma enorme fonte de luz balançando e aporrinhando a visão periférica dos outros.

Um belo dia uma guria foi ao cinema e ficou o tempo todo punhetando o celular mandando torpedos pras amigas, pro macho, pro diabo. Depois de alertada duas vezes, na 3a reincidência foi removida do recindo. Ra re ri ro RUA.

Indignada a MALA deixou uma mensagem irada no correio de voz do cinema.

Aqui seria respondida com um pedido de desculpas, afinal isso queima a imagem da empresa, bla bla bla.

Para os responsáveis pelo cinema, só queima a empresa para gente que ache razoável violar as regras do estabelecimento, falar e ficar aporrinhando no celular durante um filme. Exatamente o público que o cinema deles -e seu público fiel- não querem.

Que fazer então?

Um vídeo com a chamada da cliente mala, que termina agradecendo a ela por não voltar nunca mais.

Resultado? Subiu no YouTube hoje, já tem 1510 likes e menos de 30 dislikes. Custo de produção? Próximo de zero. Retorno? Mundial, a história está correndo os intertubos.

Claro, só é possível quando reconhece-se a hipocrisia da frase “o cliente tem sempre razão”.

 



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O @programapanico e o falecido @mrmanson

25/04/2011 - 11:40 am  -  26 comentários


Hoje em dia o @mrmanson é um empresário tão respeitável que preza pela imagem e evita ser visto em eventos ao lado de gente como eu, mas nos velhos tempos ele foi dotado (epa!) da maior arma que um humorista pode ter: Imprevisibilidade.

Eu já vi, meninos eu vi o MrManson destruir a crença de um garoto ao afirmar que seu livro contando a famosa Viagem ao Piauí não havia passado de um delírio, que ele jamais havia estado no Estado. (viu, fessora Aprendi!)

Ele foi tão cara-de-pau que até eu por um segundo acreditei.

Essa imprevisibilidade eu não acho em lugar quase nenhum. Não existe no “humor” troll da Internet, não existe no StandUp. “O Trânsito do Feriado…” e não existe na televisão desde o tempo em que o Marcelo Tas perguntou se Maluf era ladrão. O único lugar onde acho isso, de vez em quando é no Pânico.

“Ah que absurdo, elogiando o Pânico, que merda! É um idiota mesmo”

Obrigado pela brilhante argumentação, mas deixe-me prosseguir:

Existem dois grandes diferenciais ali, escondidos debaixo do humor jackass e das imitações mal-feitas (Não que imitação bem-feita seja mérito por mais de 15 segundos). Primeiro são as referências, boa parte delas crias da mente distorcida do André, editor do programa, fã de Family Guy, piranha de cultura pop igual ao Seth McFarlane (e a mim) e que não tem problema nenhum de enfiar uma piada obscura que só ele e mais 2 espectadores acharão graça, desde que não comprometa o ritmo principal.

Ontem resolveram invadir o quarto de hospital onde convalescia o Bolinha, diretor argentino do programa, “odiado” por todos. Enquanto andam pelos corredores André taca a trilha Twisted Nerve, aquela música assoviada de Kill Bill. O programa é cheio dessas pequenas pérolas, mas o ritmo é MUITO rápido para quem está acostumado a humor de bancada, onde vendedores entregam a piada, ensinam como funciona e perguntam se quer que embrulhe.

O outro diferencial é a metalinguagem. O Pânico adora quebrar a quarta parede, lembrar que é um programa de TV, mesmo quando em teoria isso estraga a piada.

Contarei um segredo: Em TV tudo é armado, inclusive o improviso. NADA se faz em 5 minutos em TV. Por isso, a sacanagem de invadirem a casa do Bolinha, mostrar o quarto dele e estar cheio de camisa da Argentina, poster do Ricky Martin na parede, foto da Nany People na cabeceira da cama é fake.

A graça é que durante a “invasão” o Emílio Surita falava toda hora “Gente, vocês armaram, isso não é verdade…”

SIGNIFICA: Você está contando o segredo, “estragando” a piada e ainda assim ela funciona. Sendo realista (ou cruel, se você for Polyanna) boa parte do público não pega essa sutileza mas a parte que pega TAMBÉM continua gostando.

Motivo? Para nós a METApiada é mais importante, a ousadia de explicar a CONSTRUÇÃO da piada (e não seu entendimento, como faz o Kibeloco) supera a demolição da situação que já tínhamos como falsa.

É uma ousadia que se vê não em comédia de fórmula, mas em gênios como Andy Kaufman.

Neste ponto os histéricos do Twitter provavelmente sairão gritando “cardoooso comparou Pânico a Andy Kaufman, que absurddddo”. Sendo que enquanto eu vi todas as temporadas de Taxi eles só conhecem Kaufman por ter sido cool por alguns dias falar que assistiu Man On The Moon.

É por isso que o Pânico na TV está no ar desde 2003 e eles só conseguem xingar muito no Twitter.

 

 



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Uma Esperança no Inferno

13/04/2011 - 11:19 am  -  46 comentários


sandman-death

[choronzon] “Sou um lobo horrendo, um predador letal a espreita de sua presa”

[morpheus] “Sou um caçador a cavalo, ataco o lobo com uma lança”

[choronzon] “Sou uma mosca que pica o cavalo e derruba o caçador”

[morpheus] “Sou uma aranha de oito patas devorando a mosca”

[choronzon] “Sou uma cobra venenosa devorando a aranha”

[morpheus] “Sou um búfalo de patas pesadas esmagando a cobra”

[choronzon] “Sou o antraz, a bactéria carniceira, devorando a vida”

[morpheus] “Sou um mundo flutuando no espaço, nutrindo a vida”

[choronzon] “Sou uma nova explodindo, cremando planetas”

[morpheus] “Sou o Universo, abrangendo todas as coisas, abraçando toda a vida”

[choronzon] “Sou a antivida, a besta do julgamento, sou a escuridão no fim de tudo, o fim de universos, deuses, mundos, de tudo. Ssss. E agora, Lorde dos Sonhos, o que você é?”

 

“Sou a Esperança.”

 

A disputa acima entre Choronzon, um Duque do Inferno e Morpheus, Lorde dos Sonhos é parte da brilhante e essencial série em quadrinhos Sandman, do Mestre Neil Gaiman. É parte da saga onde Morpheus desce ao Inferno em busca de seu elmo, e ganha a inimizade de Lúcifer. A imagem de que no fim de tudo ainda sobra a Esperança é algo que sempre achei forte, e até hoje, verdadeira.

Notem, não falo de ver sempre o lado bom da vida, de uma forma pollyanesca, recusando a reconhecer a existência do Mal. Ele existe, é cruel presente muito pior que se a grana ergue e destrói coisas belas, o verdadeiro Mal apenas destrói.

Por isso fico especialmente feliz ao ver a ferramenta tão usada pelos propagadores do ódio mostrando seu potencial para propagar essas tais coisas belas, como o vídeo que o Leandro Cardozo me mandou. É de um grupo dinamarquês, Done Right Jr, chamado Chatroulette Love Song.

ChatRoulette, você sabe é aquela porcaria onde um bando de sujeitos mostra o pinto na esperança que algum dia uma supermodelo se apaixone por eles, e enquanto isso ficam… apreciando pintos alheios na mesma busca.

O conceito do clipe é achar uma mulher no Chatroulette e entretê-la com uma canção de amor. O resultado? Veja:

 

 

Foi a coisa mais linda que vi ontem, chega a dar pena de quem vive espalhando ódio e não consegue apreciar um vídeo desses.

Outro caso que acho lindo e cito de exemplo sempre de como é muito melhor construir do que destruir é o Meme do Bem que surgiu com este vídeo do Discovery, o bundiábundiá, lembra?

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O Dia em que o CQC virou Cuspa o Que Cuspir

12/04/2011 - 10:44 am  -  59 comentários


bob cuspeDepois de dar espaço para Jair Bolsonaro e indiretamente ajudar a reaproximar o Brasil dos ideais nazifascistas de 1936 o CQC resolveu baixar o tom, engavetou a próxima reportagem da Série, “Hitler, o Incompreendido” e retomou seu modelo tradicional, aporrinhar celebridades com “entrevistas” de humoristas formados pelo Instituto Universal Brasileiro.

A micropolêmica de ontem, que trouxe à tona toda a microrevolta dos microblogs foi a terrível agressão sofrida por… deixa ver o nome aqui. Rafael Cortez.

“Pauinho Vilhena GOSPE (sic) na cara de Rafael Cortez” foi o que li por aí. Chocante, isso não se faz, não é coisa de homem, bla bla bla.

Como normalmente esse tipo de agressão só existe dentro dos limites do mundo virtual, achei estranho. Mesmo no caso dos chatos profissionais, como o Repórter Vesgo do Pânico, a agressão sofrida é convencional. Homens não costumam agredir com cuspe, é um gesto que denota desprezo, quando uma situação de assédio constante desperta raiva.

Do ponto de vista psicológico se o Paulinho Vilhena estivesse de saco cheio do CQC ele teria dado uma porrada no Cortez, não uma cusparada.

Vamos então estudar o ocorrido. Aqui está o vídeo da Cusparada Que Mudou Porra Nenhuma:

 

 

Vejamos a transcrição:

 

[CORTEZ] Paulo, tudo bem, é o CQC, como vai, tudo jóia?

[CORTEZ] uma coisa, tem muito homem aqui, só homem nessa coisa, e todos lindos de morrer. Você não acha que a gente tem que quebrar esse mito de que homem tem que ser bonito,e ser mais macho que bonito?

[VILHENA] você acha?

[CORTEZ] Qual a coisa mais macha, louca que a gente pode fazer agora, dar um arroto, cutucar o nariz, dar uma coçada, uma escarrada?

[VILHENA] Podia cuspir na sua cara.

[CORTEZ] Manda, tenta!

[VILHENA] SPPLOOOOOOOOFTTTT

Não é preciso ser Cal Lightman para perceber que o entrevistado estava sem nenhuma vontade de falar. A pergunta como sempre segue a linha do Humor Internético, ofender sem ser engraçado. A resposta seca (sem trocadilhos) seria motivo para encerrar, mas o “repórter” insistiu.

O que vi ali foi um sujeito contrariado dando uma resposta atravessada, sendo desafiado e respondendo de acordo.

Imaginavam que depois de tudo o Vilhena diria o quê?  “ah, brinks, estava sendo irônico, não ia cuspir não”? Vocês estão passando tempo demais na Internet. No Mundo Real se alguém fala que vai cuspir na sua cara e você diz “manda”, o cuspe é certo.

Quem não quer encarar essa realidade, pode e deve permanecer no twitter, no facebook, no orkut, onde as cusparadas são imaginárias. No Mundo Real não há teclado para se esconder atrás. Muita gente descobre isso da pior maneira, como o Cortez, ao imaginar que seu microfone, câmera e status serviriam de escudo. Tá na cara que não.



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Como falhar miseravelmente prevendo o futuro

04/04/2011 - 4:31 pm  -  9 comentários


charlie_eppes_numb3rsOntem dei boas risadas com um artigo que li falando que em 2016 o Android teria 50% do mercado de smartphones. Não ri nem dos números, ri da arrogância misturada com ignorância, do autor da projeção. É viável fazer previsões estatísticas de longo prazo, mas elas só valem se fatores imprevisíveis não modificarem o cenário. A 2a Guerra Mundial alterou todas as estatísticas mundiais sobre… tudo, só quem não foi afetado foi o pessoal como o Vovô Simpson que antes de 1936 já chamada a 1a Guerra Mundial de 1a Guerra.

Estatísticas de crescimento econômico, taxas de natalidade, longevidade e tempo médio vendo TV são “razoáveis”, dá para lidar com elas, mas no caso de avanços tecnológicos isso se torna MUITO complicado. Não é uma curva que volta a uma normalidade após uma anomalia. Projeções de crescimento do cinema foram pras cucuias após o surgimento da televisão. Toda e qualquer previsão de uso de telefones desandou após a chegada da Internet.

Projetar crescimento a longo prazo de produtos específicos em tecnologia é uma loucura. Essa projeção de Android dominando o mundo em 5 anos (como toda projeção dessa área) só é válida se NADA mudar, só evoluir em pequenos e inofensivos saltos. Não é assim que a banda toca. Vejamos cinco anos atrás, 2006. Motorola e Nokia no auge, Palm era a rainha da cocada preta, Windows Mobile um player ainda relevante. NENHUMA projeção de mercado incluiria a Apple, e se o fizesse provavelmente seria como esta previsão um tanto sombria aqui.

Aí em 2007 a Apple lança o iPhone e embanana TODO o mercado.

Então, é impossível fazer projeções para o futuro, no mercado de tecnologia e internet?

Sim e Não.

Claro, há previsões que sempre dão certo, como “Ano que vem será o Ano do Linux no Desktop”, mas previsões específicas são muito, muito pouco confiáveis. O Orkut por exemplo teve um comportamento completamente anômalo. A princípio seria o GRANDE player das redes sociais, mas a invasão dos gafanhotos da Internet, os brasileiros, inviabilizou a plataforma pro resto do planeta. O Facebook, com sua idéia de Anuário de Colégio não iria adiante, e mesmo sua proposta de “reencontrar colegas da escola” seria extremamente limitada, se os usuários de forma imprevisível não subvertessem totalmente a idéia original.

Os discursos de privacidade online, tão queridos aos cyberativistas negam TODA a atual realidade de gente compartilhando conteúdo de forma até irresponsavelmente aberta. Quem prestasse atenção aos discursos da EFF e da FSF jamais conceberia um Flickr.

As previsões mais abrangentes também podem ser desconfortavelmente imprecisas. Isso acontece quando há uma visão de túnel. É comum vindo de consumidores. Henry Ford mesmo dizia que se perguntasse o que os consumidores queriam, responderiam “cavalos mais rápidos”.

Por isso temos tantos carros voadores e computadores na cozinha em vídeos dos anos 50 e 60 mostrando o futuro. Aviação comercial era algo MUITO caro, a progressão lógica era que o automóvel evoluísse, pois era algo que todo mundo já tinha. Daí o carro voador, que seria mais barato do que pegar um vôo comercial.

Futurologia, principalmente na área tecnológica exige que você pense fora da caixa, isso significa ter a grandeza de admitir que algo que você não gosta ou não vê utilidade pode ser a essência de alguma coisa bem grande. Haters não conseguem atingir esse grau de maturidade, o que resulta em matérias como este patético texto da PC World dizendo que tablets são só uma modinha.

Vejo o mesmo em relação a Twitter. Haters odeiam Twitter com tanta força que não sobra energia para os neurônios que os fariam perceber que a FERRAMENTA Twitter, a MARCA Twitter é irrelevante, a grande mudança ocorreu na forma com que a informação é trocada, essa agilidade na interconexão entre milhões de pessoas é, assim como a baitolagem, um caminho sem volta, com a vantagem do Bolsonaro não reclamar tanto de nós tuiteiros.

Agora, o bom exemplo: É possível fazer uma previsão muito consistente, sem ser detalhista a ponto da profecia, apenas tendo uma visão abrangente do Mercado, estudando os cenários globais e entendendo o ponto principal da tecnologia, o Elemento Humano.

Não conheço caso melhor para demonstrar isso que o vídeo Epic 2014, criado por Robin Sloan e Matt Thompson em 2004.

Eles ousaram prever não 5, mas 10 anos de evolução no jornalismo online e na relação entre pessoas, internet e informação. Estão faltando smartphone, twitter, facebook, youtube, PayPal,iTunes,Netflix e vários outros serviços. Mesmo assim ainda é uma visão instigadora do futuro, mesmo estando 7 anos no passado.

A percepção de que o Friendster seria uma fonte estratégica de informações foi matadora, a menos que você seja daqueles chatos literais que não entendem a diferença entre conceito e produto, e diga “FAIL, ele falou Friendster, não Facebook”.

O New York Times fechou seu conteúdo gratuito, como previsto, só demorou mais do que o esperado. A idéia de que os jornais se rebelarão, saindo da Web para atender um público mais velho e conservador somente com versão impressa provavelmente não irá se concretizar, mas o caminho descrito no vídeo bate muito com o que vem acontecendo.

Assim, temos um vídeo que erra em sua previsão final mas acerta projetando todo um cenário mundial de redes sociais, informação e mídia, coisa que só é possível quando a própria visão não é limitada e tacanha. É complicado? Com certeza, por isso há tão poucos Gates e Jobs e tantos haters como os fãs da Apple que em 2001, quando do lançamento do iPod comentaram pérolas como estas:

 

“iPoop… iCry. Eu esperava por algo a mais.”

“Grande, justo o que o mundo precisa, outro maldito player de MP3. Vai Steve, cadê o Newton?”

“Hey, algumas idéias, Apple: Ao invés de entrar no mundo dos brinquedos e gadgets, que tal gastar um pouco de tempo resolvendo sua pateticamente cara linha de servidores? Ou vocês realmente querem se tornar uma glorificada empresa de gadgets de consumo?”

“US$400 por um MP3 Player!”

“Eu chamaria de Cube 2.0 e não vai vender, será morto em pouco tempo, e não é realmente funcional”

“Todo esse hype em torno de um MP3 Player? Dispositivo Digital Revolucionário? O campo de distorção da realidade está distorcendo a mente do Steve se ele pensa por um segundo que essa coisa vai decolar”

“Esse iPod é para garotos ricos mimados com pais insanos ou fãs da Apple fanáticos como Talibãs. Ele tem boas caracteristicas mas esqueça comprar um por US$399!!! Nunca, quem comprar essa coisa é uma pessoa muito estúpida!”

“Steve Jobs está sob efeito de uma consultoria terrível ou muita maconha. A proposta não é realista. Se a Apple fizer algo assim de novo, vai falir”

“Escolha ruim. O produto está fora da competência da Apple – dispositivos de computação – Quando a maioria pedia por um PDA, eles lançam um Player de MP3″



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Thunder! Thunder! Thundercats, Ruim! (ou não?)

13/02/2011 - 10:28 am  -  15 comentários


As informações são de que a cena abaixo é um teste do projeto cancelado de filme dos Thundercats em computação gráfica.

Não gostei da caracterização do Lion, mas algo –não sei o quê- me fez quase gostar. Pronto, falei! Gostei do clima, acho. Opine:

Achado no Daily What



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