web metrics


Não há viralzinho que resista a um bom advogado

25/07/2011 - 9:30 am  -  11 comentários


Vejam o vídeo abaixo: Se propõe a mostrar um grupo de rebeldes africanos genéricos relaxando quando um tem a BRILHANTE idéia de dar um AK-47 para um chimpanzé.

 

Não vou entrar em detalhes sobre chimpanzés serem animais selvagens que arrancar alegremente seu rosto (não clique) e que nenhum africano que se preze deixaria um chegar perto de seu acampamento. Também não vou apontar a estranha tranquilidade do operador da câmera, contrastando com qualquer vídeo real onde há perigo de vida para o sujeito filme.

O que GRITA viral no caso é a assinatura da “20th Century Fox Research Library”. Que DIABOS um filme desses estaria fazendo na fox?

Sim, é um viral do reboot do Planeta dos Macacos, que perdeu a graça justamente por não deixar qualquer dúvida quanto à sua “viralidade”.

O culpado? O Jurídico, claro. É gritante a necessidade de uma “identificação”, já que não foi possível colocar uma nota de copyright com o nome do filme, da Fox, do diretor e o CGC da empresa de todo mundo que clicou PLAY no YouTube.

NÃO colocar qualquer identificação significaria que a Fox não teria controle sobre o viral, e na mente jurídica isso é inaceitável.

Empresas grandes passam tudo pelo jurídico, e a regra é clara: Nada pode ser feito, nada pode sequer sonhar em ter uma segunda interpretação, e nem pense em mencionar a concorrência.

Óbvio que ninguém quer colocar a empresa em maus lençóis, mas o mundo atual é ágil e colaborativo demais, não dá para tratar o consumidor como se tratavam donas de casa colecionadoras de tampa de aveia nos anos 60. A própria relação mudou, antes de consumidor o sujeito é fã da marca.

boston-legal-1

Há empresas que utilizam os novos canais de comunicação como canais de comunicação, no mau sentido, e isso é péssimo. Um SAC engessado será sempre um SAC engessado, seja por telefone, carta, Twitter ou aquele rabo USB de Avatar. Alguns dias atrás caiu na rede o caso da Bruna Xavier, que comprou um notebook no Submarino, recebeu um tijolo, reclamou e recebeu OUTRO tijolo.

Por dias um monte de gente xingou muito no Twitter, sendo que o Submarino não abriu o bico em sua conta no popular site de microblogs (estou treinando pra escrever pro Jornal Nacional). No final o Submarino faltou a uma audiência no PROCON e jurou que em 48 horas a guria receberia mais um tijolo seu notebook.

Foi tempo demais de desgaste desnecessário. O Submarino poderia ter reconhecido a falha, mandado um grupo CORRENDO na casa da guria, devolvido o dinheiro e entregue um Vaio ou um HP topo de linha. Tudo devidamente fotografado, filmado e tuitado.

A mídia gratuita que ganhariam seria imensamente maior do que o custo irrisório (já perderam 2 notebooks mesmo…) e a imagem sairia excelente.

Só que isso nunca passaria no jurídico. Seria criado um precedente perigoso, bla bla bla.

O que passa? Quando resolvem fazer controle de danos. Exemplo: Neste caso aqui um casal comprou móveis nas Americanas. Não foram entregues. A briga parou no PROCON, no final devolveram o dinheiro. Perfeito, mas nesse meio-tempo o casal deu entrevista pra RBS, o caso iria pra televisão. Como evitar?

Fácil, você combina um calaboca qualquer, no caso R$3 mil. Eles receberiam o dimdim, mais o estorno dos móveis, em troca não apareceriam na reportagem. Perfeito? Não, há o risco do casal não cumprir o prometido.

Como evitar isso? Na brilhante cabeça do advogado das Americanas, foi enviar o acordo por email, para ser assinado.

Resultado: De provas de uma tentativa de suborno, o casal botou a boca no trombone, jogando de vez na lama a imagem das Americanas.

“ah, mas eles fariam isso do mesmo jeito” Talvez sim, talvez não, mas se o contrato fosse apenas de boca, não haveria ganho em divulgá-lo, ficaria o dito pelo não-dito.

As empresas não lidam mais com consumidores, lidam com pessoas, e a relação é de mão-dupla. É preciso que a empresa assuma riscos, coloque a cara na rua, mesmo que com isso tome um tapa ou dois.

Isso vai contra tudo que o Jurídico acredita, eles levam muito a sério sua missão sagrada de proteger a empresa a qualquer custo, mas se a empresa quer ser uma força no mundo da cauda longa, se quer uma força de consumidores-fãs engajados, tem que abrir mão de parte das barreiras que a separam desses fãs.

Nem que seja aceitar que alguém por algum motivo idiota realmente vá roubar um viralzinho de macaco.


Para quem acha complicado explicar o Felipe Neto…

15/11/2010 - 10:00 am  -  11 comentários


Antes de mais nada, dê uma olhada no vídeo abaixo. Clique play, eu espero.

Viu? Concordo, é algo bem idiota, uma japinha meio retardada misturando Mentos com Coca-Cola, gerando o efeito esperado e dizendo “nhéqui-nhéqui”.

Esse vídeo é o Santo Graal de todo mundo que trabalha com mídias sociais. Ele tem nada menos que 127 milhões de visualizações. Para dar uma idéia, o décimo vídeo mais visto em toda a história do YouTube tem 141 milhões de visualizações, é um clipe do Eminen, não exatamente um desconhecido.

“Então o segredo é fazer coisas idiotas?”

Não, claro que não. Essa visão de patrocínio de TV dos anos 50 não funciona hoje em dia. O público se tornou cínico demais para ver com simpatia uma marca apenas por ela patrocinar um programa. Prestígio não é mais transplantado com a facilidade de antigamente. Curioso é que é uma via de mão-dupla, Os bons e velhos comerciais Testemunhais ainda valem pra plebe ignara, mas as zelite na Internet não compram mais esse peixe. Uma celebridade vendendo geladeira não convence quem tem acesso ao Twitter, quando se pode perguntar quem tem a tal geladeira e se é boa mesmo.

Os números na Internet não podem ser vistos como na mídia tradicional, ou então uma japa doida falando “nhéqui-nhéqui” terá muito mais valor de mercado do que a maior parte das emissoras de TV no mundo.

Não culpo as agências, a Internet está cheia de gente que acredita no valor absoluto dos números. São usuários de scripts no Twitter com centenas de milhares de seguidores, são orkuteiros com 3, 4 e até 5 perfis enumerados, todos lotados de “amigos”.  Essa gente esquece o propósito primordial das redes sociais, que é interagir com outras pessoas e se focam no número pelo número.

A lógica é simples, quem tem aquário em casa entende:  Se eu só me preocupo com número de seguidores e me associo a gente com a mesma preocupação, toda a minha interação será voltada para angariar seguidores. Eu não terei conteúdo original, não comentarei ou repasssarei conteúdo alheio, pois na minha mente de caçador de seguidores isso é uma forma ineficiente de aumentar meus followers. No Orkut a mesma coisa. Entrarei somente nas comunidades “me segue que eu te sigo”.

No YouTube há todo um ecossistema de parasitas que copiam os vídeos postados por outros usuários, sobem de novo com a  conta deles e depois saem se gabando de quantas visualizações seus canais têm.

Funciona?

Funciona. Produz números gigantescos e irrelevantes, pois tanto os ladrões de conteúdo quanto os colecionadores de followers e os vídeos de japas idiotas carecem de algo que chamo de Poder de Mobilização.

O público de quem coleciona followers é primariamente colecionadores de followers, a interação entre eles é totalmente automatizada. Há casos de gente com 100 mil followers conversando com gente com 100 mil folowers e gerando ZERO de resposta entre seguidores. Não dá para interagir com quem não quer interagir. Simples assim.

No caso do vídeo idiota mesmo com a visitação sendo legítima, temos que aliciar um público acostumado a ficar entre 10 e 15 segundos em um vídeo, se cansar e clicar em outro. Criar hábito para que o Canal seja visitado frequentemente é complexo. Peguemos como exemplo o Brogui, que tem uma produção bem constante de conteúdo no YouTube. Há videos com mais de 90 mil visualizações,  O canal dele tem um total de um milhão de exibições, mas apenas 9 mil assinantes. O público é extremamente volátil, briga com unhas e dentes para não se tornar cativo.

Mesmo assim os vídeos dele apresentam muito mais oportunidades de publicidade do que o vídeo idiota da japa louca, exceto se cair em uma agência onde acreditem no valor absoluto dos números. Curioso é que esse amor todo pelos números grandes desaparece na hora de reportar os resultados para os clientes…


Dica: O mundo vai além dos seus sicofantas

08/10/2010 - 6:54 pm  -  22 comentários


Existe uma forma bem rápida de garantir que um projeto será de baixa qualidade e isento de autocrítica: Mostrar pra mãe. É o tipo de opinião mais inútil que existe (exceto se você for o Leonard) pois elas são totalmente parciais quanto ao talento dos filhos.

Botar a mãe como estrategista da empresa é algo bem idiota, mas muitos administradores fazem coisa parecida, até pior, diriam alguns.

Colocam sicofantas, puxa-sacos bajuladores profissionais. Faz bem ao ego mas garante um resultado final de qualidade duvidosa. Na melhor das hipóteses refletirá a opinião do CEO, sem filtros ou críticas, e se você acha que isso não é ruim, saiba que nem Steve Jobs toma decisões sem ouvir seus consultores.

Quer um exemplo? pegue a GAP, aquela loja de roupas tradicional. Eles resolveram contratar a Laird+Partners, escritório chique de novaióqui, pagaram uma baba pra reformarem a logo, afinal quem tem tempo livre e está com a vida ganha, reforma a logo. A anterior, como todos sabem, era esta:

Correta. Nenhum primor de originalidade mas 20 anos sem atualização e continua decente. Se é pra mudar, mudemos pra algo fantástico de moderno, certo? Claro que está correto, não se contrata uma das firmas mais caras de NY para produzirem uma porcaria qualquer…

Isso mesmo. 30 segundos de editor de imagens do Word. Céus, 2 minutos de GIMP e essa bagaça está criada.

Com as redes sociais o que seria uma cagada restrita ao submundo dos designers se tornou algo público. Uma decisão claramente impensada, de gente que não sabe dizer “isso está uma merda!”  e desagradar o chefe agora é alvo de críticas em toda a web.

Calma que piora.

Lembre-se, as redes sociais que constroem também destroem, ninguém tem peninha da  cagada alheia e se for possível produzir MAIS sacanagem ela será produzida.

No melhor estilo colaborativo, um grupo passou a chamar o Gap Logo de Crap Logo, para logo em seguida surgir o site Crap Logo Yourself, onde você pode criar sua própria versão do logo criado por um escritório chique de design. Eu já fiz o meu.

Calma que piora mais ainda.

Como? Fácil: O LOGO da Crap, digo, GAP tem uma conta no Twitter. Paródia, claro, mas já está com 3800 seguidores.

A saída da GAP? A CEO da empresa está dando entrevistas dizendo que gostam da logo (ELA gosta, seja realista, dona) mas que ouvindo os consumidores, estão propondo um movimento de crowd sourcing atrás de uma nova logo.

Então vejamos: Você faz a cagada, descobre que o mundo não é obrigado a achar todas as suas idéias geniais, como os puxa-sacos à sua volta, e quem tem que consertar é a Internet?

Isso não é interagir com consumidores, é dizer “não gostou, faz melhor” sendo que é um caso onde qualquer criança faz melhor. Só faltou usarem o argumento número um das mentes medíocres: “inveja”.

A lição é que nem sempre devemos apelar pras redes sociais em busca de auxílio, principalmente quando tentamos corrigir uma besteira indesculpável. Nesse caso o melhor, por mais contraditório que seja, é pedir desculpas e ir em frente.


Palmas pra Record, a Batgirl da TV Brasileira

01/10/2010 - 11:36 am  -  23 comentários


Existe uma corrente que defende a idéia de que Informação é Poder. A Internet vai mudar o mundo, tirou o controle da informação das mãos dos poderosos, bla bla bla.

Uma corrente mais pragmática diz que se informação fosse poder as bibliotecárias dominariam o mundo. Eu concordo.Informação não é poder, Pai Mei é o Poder, mas na falta dele Poder é saber usar a informação. Então para o Poder Supremo precisamos de dois componentes: Informação e Sabedoria.

Filosófico, né? E onde entra a Record? Bem, a Record é uma rede de emissoras em todo o Brasil, disputa pau-a-pau com todas as outras, às vezes ganha, às vezes perde (oi Mion!) e está fazendo um trabalho bem profissional com a Internet. Nada revolucionário, mais do mesmo, diriam.

Até hoje.

Se informação é o primeiro passo para o poder, e todos mundo tem acesso à informação, como desnivelar isso? Fácil, tendo informação que mais ninguém tem.

A Record como todo mundo quer entrar nas mídias sociais. A Record como todo mundo tem um ENORME problema com métricas. Não dá para saber qual a real influência de um perfil no twitter baseado no número de seguidores, não dá para saber qual o efeito de uma comunidade no Orkut, qual a agilidade de uma informação dispersada por esses meios. É tudo uma grande caixa-preta, onde a maior parte das estimativas é chutada (pronto, entreguei) e quem vende viralização garantida, está mentindo.

Até hoje.

Como quem não quer nada, a Record estreou A Fazenda 3 sem aviso, sem fanfarra, um dia antes da data prometida. Qual o resultado disso?

Um monte de gente comentando no Twitter, postando em blogs, facebookando.

“Ah, mas fariam do mesmo jeito no dia da estréia”

Siiiim, querida salsa, fariam, mas com todo o ruído gerado pelo anúncio antecipado, pelos comerciais, pela mídia alertando para o programa.

O que a Record tem agora é acesso a dados e métricas de engajamento, participação, propagação, capilarização de um evento de âmbito nacional, SEM RUÍDO.

Cruzando os dados obtidos durante a exibição do programa com as informações internas da emissora é possível saber tudo que funcionou, o que não funcionou, o que viralizou, como se propaga a reação a algo exibido no vídeo… enfim, o sonho de um especialista em mídias sociais. A Record hoje potencialmente sabe mais do que qualquer um no Brasil sobre a real métrica das mídias sociais. Ela deu uma bela rasteira em todo mundo,  mostrando que distraídos venceremos é poeticamente bonito mas o mundo continua sendo dos mais antenados.

E quem não gostou que vá reclamar pro Bispo.


10 desculpas esfarrapadas para não ser bloqueado no Twitter

25/09/2010 - 6:17 pm  -  46 comentários


Estou eu feliz alegre e serelepe tomando Salinas, quando chegou em casa e descubro uma provocação (no bom sentido, de dentro pra fora) do Nick Ellis, me indicando este post “10 razões para não bloquear alguém no Twitter“. Eu poderia simplesmente ignorar, afinal de contas a autora é claramente uma “especialista” em mídias sociais. Vejam o perfil da figura, ela tem 32.301 seguidores, seguindo 29.108 pessoas.

Isso, DE CARA é sinal de usuário de script OU de perfil followback, usando a estratégia de seguir todo mundo que segue de volta. Isso garante pelo menos 70% de retorno, ou seja: A cada 10 pessoas que você segue indiscriminadamente, sem sequer saberem quem você é, sete seguirão de volta.

Mesmo assim, acho que vale uma refutação mais detalhada dos argumentos, pois a Internet está se tornando terreno fértil para esses “especialistas” que não conhecem nossa realidade e ganham relevância quando são replicados por gente mais ingênua.

Vejamos então como os argumentos da iludida especialista para não bloquear alguém no Twitter se comportam no mundo real:

1 – Todo mundo merece uma segunda chance

Lindo, poético. ela diz que o sujeito vem, pede desculpas e aí somos todos amigos. Perfeito, mas na prática não acontece. idiotas não pedem desculpas, eles acham que estão certos, SEMPRE. Um bloqueado NUNCA cai em si e corre atrás de perdão. O primeiro ato após o block é começar (mais precisamente, continuar) a xingar e atacar o autor do block.

Manter um sujeito merecedor de block ativo significa poluir sua timeline. Pior ainda, significa que você está dando espaço e tempo a um sujeito que PODE merecer uma segunda chance, espaço e tempo que você deveria estar dedicando a um monte de gente que merece uma PRIMEIRA chance.

2 – O Twit deles foi motivado por um dia ruim

Todo mundo tem um dia ruim. Alguns são uma boa merda. Nos meus piores dias já briguei com amigos, magoei quem não merecia, mas em momento algum JAMAIS destratei desconhecidos. Meus garçons, manobristas, cozinheiros, barmans não têm nada a ver com meu dia ruim. Se um AMIGO me trata mal em um dia ruim, eu entendo perfeitamente. Não é o caso. Eu estou pouco me fodendo se é o pior dia da vida do sujeito. isso não dá a ele o direito de entrar no Twitter e me xingar.

3 – Você está tomando uma decisão emocional? Vai conseguir dormir depois disso?

Vou. Não conseguiria dormir é se minha vida fosse tão vazia a ponto de bloquear alguém no Twitter afetar meu son

[atualização] – foi-me visto notar que a autora usou a expressão “can you sleep on it”, que não altera o sentido original da primeira pergunta, mas deixa de ser um apelo à consciência (aquilo que o Xerife Lucas Buck diz ser apenas o medo de ser apanhado) e se torna uma ênfase da primeira idéia, da precipitação. Não, mula manca, esperar 24h não vão fazer uma miguxa fã do Fiuk que me manda 50 mensagens com ameaças de morte parecer mais racional e menos digna de block.

4 – Álcool pode estar envolvido

Se beber, não tuite, Se tuitar, não beba. Sério, enquanto alcoólatra juramentado, bebedor contumaz ou com qualquer outro que apareça pra convidar, eu ODEIO bêbado inconveniente. Dão má fama à categoria. São chatos, fazem barmens regularem drinks no final da noite, fazem mulheres ficarem temerosas, fazem mal até ao fígado.

Em qualquer país decente um crime cometido sob influência de álcool é considerado pior que um crime simples Se álcool é agravante para tudo, porque diabos deveria ser atenuante no Twitter? Assuma suas atitudes, bêbado ou são.

5 – Podemos ter entendido o twitter fora de contexto

Ah, claro. Filho da puta, babaca, etc, é tudo fora de contexto. Qual mesmo a desculpa? Ah sim, “eu estava sendo irônico”.  Ninguém bloqueia ninguém por falta de contexto. Bloqueamos por comentários agressivos, ofensivos e provocações gratuitas.

6 – Saiu sem querer

Essa é hilária. A mulher diz que não devemos bloquear alguém pois pode ter sido um deslize, o sujeito falou algo e em seguida pediu desculpas, não era pra ter dito. Então vejamos: O sujeito diz que sou um merda, mereço a morte, bla bla bla, mas foi sem-querer, não era pra ter tornado pública a OPINIÃO dele, e por causa disso não merece block? Desculpe, se eu não quero manter contato com quem publicamente não me respeita, que dirá com quem me despreza em segredo.

7 – Você nunca sabe

Essa eu tenho que traduzir quase na íntegra: “Você nunca sabe o que está se passando do outro lado do tuit de alguém. Eles podem estar em uma situação ruim e você não sabe. A conta de twitter deles pode ter sido usada pelos filhos, eles podem estar usando o Google Translator e não está funcionando, eles podem estar em um relacionamento ruim e isso está causando stress”

Sério, FODA-SE, FODA-SE MUITO. Ema ema ema, cada um com seu problema. Não é minha função achar justificativas loucas para um idiota vir me xingar no Twitter.

8 – Perdão é sempre o melhor caminho

9 – Você tem seguidores sobrando?

Não, definitivamente não. Por isso mesmo valorizo muito cada um que me segue, leio todos os replies, conheço (interneticamente falando) cada um deles, em minha mente estamos todos conversando. Ao bloquear um idiota estou abrindo espaço para meus seguidores legais. Descobri que os leitores ODEIAM brigas, não acham graça em longas e estéreis discussões. É perda de tempo para todos os envolvidos, menos o débil mental que tem como único prazer na vida brigar no Twitter para mostrar aos amigos brigões como é o Fodalhão que xingou muito o Cardoso.

Eu não tenho seguidores sobrando, Diana. Não sou usuário de script como você. Por isso mesmo bloqueio sem dó qualquer um que atrapalhe minha interação com meus seguidores legítimos.

10 Karma

Karma, não vou fazer analogia com Nosso Lar. A explicação é bem mais terrena. Segundo a scripteira, “Tome cuidado para Não bloquear alguém apenas porque você quer magoar, chamar a atenção ou ser chato. Se você fizer isso, atrairá o mesmo tipo de seguidores”. Como assim, Bial? Alguém bloqueia para chamar a atenção? E como isso fará com que você atraia gente que também bloqueia indiscriminadamente? Não faz sentido. É como dizer que celibato é hereditário.

Conclusão: A cidadã não tem uma experiência real de Twitter, é uma usuária de scripts que usa o serviço como fonte de spam, nada mais. Confira o Twitter dela, não interage. 90% das mensagens são linkspam, o resto são  ”obrigado pelo elogio”. É fácil você pregar regras de comportamento irreais no Twitter se você vive uma existência irreal. É só ignorar todo mundo, em uma vibe esquizofrênica, acreditando que trolls não existem. Na prática não funciona assim. Interagir com todo mundo tem seus preço, um preço muito caro, que é lidar com idiotas.

Você pode ser realista, admitir que existem pessoas cuja única atividade no Planeta é aporrinhar os outros, ou pode achar que todo mundo é bonzinho e gastar seu tempo achando justificativas para o sujeito que nunca te viu antes mas saiu ofendendo você, seu trabalho e sua família.

Eu sinceramente não acho que esse tipo de gente mereça esse tempo. Prefiro bloquear e me dedicar a gente de melhor nível. Até porquê, se mal consigo justificar os MEUS atos, vou me preocupar em justificar o dos outros?


Yes We Can, Meu Rei…

12/07/2010 - 7:19 pm  -  19 comentários


Eu vou deixar isto aqui…

Deixarei isto aqui também…

Perguntarei se o Kibeloco agora está fazendo marketing político online, e agradecerei ao Talles Leite pelo link da fonte, e mais não digo. Tire suas próprias conclusões.


Jesus te Ama mas seu consumidor odeia tudo que você faz

03/06/2010 - 12:56 pm  -  35 comentários


Um dos mantras das mídias sociais é que com elas uma empresa pode ouvir seus consumidores. Sim, como se isso fosse algo mágico e estratégico. Não é. A relação empresa/consumidor funciona se for no estilo médico/paciente: Nenhum médico pergunta “O quê você tem?” nem gosta de fãs de House que já entram com uma série de diagnósticos impressos do site do Drauzio Varella, procurando apenas uma confirmação.

Médico que aceita paciente que já chega com diagnóstico e empresa que “escuta o que os consumidores querem” tendem a ver o fruto de seu trabalho ir pro cemitério.

Você tem que estudar os sintomas, duvidar das informações passadas (todo mundo mente) e confimar nos exames (no caso pesquisas, pra quem não assimilou a metáfora ainda). O paciente/consumidor tem que dizer onde dói. Como, porquê, o tratamento, quem decide é o médico.

“Oh, calúnia, arrogância, como pode?”

Sorry, eu sei que somos todos lindos e inteligentes e que nosso input é altamente valorizado, mas o consumidor muito, muito, muito raramente tem a visão global do business. Ele tende a uma visão de túnel e avalia tudo de SEU ponto de vista imediato. NÃO está errado. EU não quero saber das consequências a longo prazo para a economia chinesa da compra do meu (futuro) iPad. EU não quero saber se o iPhone ou o HTC Sdruvs ganharam 5000 prêmios de design e jesus cristo gravou um comercial dizendo que usa, EU não gosto de teclado virtual. 90% dos consumidores gostam? Vende pra eles.

Clique para ler o resto do artigo »


Faça sucesso mostrando seu salame

03/05/2010 - 1:02 pm  -  12 comentários


 

O vídeo acima é um viralzinho de raiz, mostra robôs de alto desempenho da Skynet ABB Robotics selecionando salames e colocando nas embalagens. Foi parar no BoingBoing e já tem mais de 72000 visualizações.

É o que geeks classificam como “coisa legal”. Não precisa de “passe adiante”, não precisa de “RT por favor” nem sequer de post pago. Um blogueiro mais pragmático chamaria de… pauta.

Curioso é que embora mostre uma parte do processo de embalagem dos produtos da Peperami, o “anunciante” é a fábrica dos robôs. Não passou pela cabeça do fabricante do petisco que seu processo industrial pudesse ser algo interessante, que pessoas gostariam de ver e naturalmente compartilhariam isso com os amigos.

Empresas contratam agências transadas para entrar em mídias sociais, gastam grana montando ações de emboscada, flash mobs, patrocinam eventos mas como todo mundo tendem a desprezar a prata da casa. Durante um evento da LG no Guarujá foi ótimo passear de lancha, ficar em hotel 5 estrelas na mordomia, mas do ponto de vista de blogueiro de tecnologia o MAIS produtivo foi quando fomos jantar e pudemos bater papo com os engenheiros da empresa.

O rolo da Stargate Studios teve 1,4 MILHÃO de visualizações no YouTube. Se resume a uma compilação do… trabalho deles, criando fundos em chromakey (sou das antigas) para séries de TV.

 

A viralização foi inevitável, mas se a empresa resolvesse investir em “mídias sociais” provavelmente contrataria alguém que inventaria algo mirabolante, completamente diferente, mais caro e que talvez não desse tanto resultado.

Portanto, seja você cliente OU agência, estude o produto, estude a fabricação, estude o dia-a-dia. Seja sabonete, seja um político. O José Serra, antes dos marketeiros ensinarem como se comportar em mídias sociais estava ganhando adeptos ao tuitar seu dia-a-dia, falar da neta, comentar seriados de televisão.

Isso mesmo, por um momento um monte de gente estava discutindo LOST com ele. O sonho dourado de todo marketeiro, humanizar seu candidato. Mas como ele estava agindo por conta própria, sem aconselhamento, estava errado. Agora virou mais do mesmo com seu tuiter burocrático.

“Ah, mas meu produto não tem nada demais, não se encaixa nisso que você falou”

Se você acredita nisso, já é tarde demais pra resolver in house. Contrate uma agência com os pés no chão, mostre explique ensine seu negócio e deixe que descubram o que você já nem percebe mais, por puro costume: Que seu negócio TEM SIM partes curiosas e atraentes.

Afinal, dificilmente você faz algo menos interessante do que embalar salame.


Mais Antigos


Quem é Cardoso

Para saber mais sobre o autor deste blog, visite este link. Para enviar uma mensagem, clique aqui. Para anunciar, clique aqui.



Jabá

O Contraditorium está hospedado no Bluehost, com transferência mensal ilimitada, espaço em disco ilimitado, domínios ilimitados, infinitos subdomínios, PHP, Ruby on Rails e todas as funcionalidades que você puder pensar. Quanto? US$6,95 / mês, quinze Reau, menos que uma pizza. Conheça o Bluehost, clique no link abaixo.




Switch to our mobile site