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As fotos da filha da Fafá de Belém nua pelada sem roupa – Stevie Wonder Aprova

29/03/2010 - 2:37 pm  -  34 comentários


Semana passada a Mariana Belém estava subindo pelas tamancas, e nem era porque ela havia quebrado o coco e inadvertidamente arrebentado a sapucaia (ou seja lá o que façam em Belém) mas por causa de suas fotos nua pelada sem roupa que cairam nas Interwebs. Não que ela tenha muita culpa, não podemos dizer que a pobre moça foi agente ativo no vazamento
das inapropriadas imagens. Ela pouco ou nada colaborou, até porque se quisesse colaborar teria ao menos TIRADO as tais fotos.

Tudo começou quando algum site da blogosfera putanhesca resolveu utilizar o segundo mais velho do mundo pra conseguir audiência: Publicou fotos nuas de uma “sósia” de uma personalidade conhecida. Em seguida outros sites usaram do truque MAIS velho do mundo para conseguir audiência: distorceram a chamada original e passaram a anunciar as fotos como
verdadeiras.

Dado que as pessoas acreditam em títulos (é tudo que leem) e são incapazes de qualquer pesquisa, as fotos da Maria Rosa, uma humilde e anônima modelo do Dreamcam foram transformadas, ou melhor -batizadas- em fotos da sósia da Mariana por gente basicamente cega.

Isso não é novo. Nos anos O IRC estava cheio de imagens de famosas cuja única semelhança com as verdadeiras era o nome. Notem, não falo dos fakes, onde montagens colocam a cabeça das modelos em outros corpos, nem de lookalikes, que são realmente parecidos. São pessoas completamente diferentes, cansei de receber imagens de uma loura americana em pose da Playboy sendo repassada como a Luana Piovani, uma das belezas mais características da TV brasileira.

Muita gente repassa “for the lulz”, como dizem os retardados, outros repassam assumindo “vai que é” e outros porque acreditam realmente, e não vão perder tempo confirmando algo que já tomam como fato. No caso da Maria Rosa bastaria uma rápida Googlada, mesmo a patética wikipedia em português consegue ser útil neste caso ao explicar que a Fafá de Belém só tem uma filha, a Mariana, e que entre seus vários talentos está o superpoder não se meter em roubadas como BBB e fotos nuas explícitas,  ainda mais em começo de carreira.

O curioso é que ela sem-querer seguiu os passos da mãe, a Fafá sofreu com isso quando nos anos 80 surgiu uma modelo chamada Lilian Ramos que chegou a ser capa da Playboy como… Sósia da Fafá de Belém, e no caso era bem parecida mesmo. Lilian ficou mais famosa ainda ao posar no camarote presidencial no carnaval do Rio ao lado de Itamar Franco, nosso Bill Clinton, sem calcinha. ELA sem calcinha, que fique claro. Quanto ao ex-Presidente, não tenho dados.

Não satisfeita em ver seu nome na lama, Mariana quer tomar providências, mas a triste realidade é que ela é impotente diante da Estupidez Humana.

Não estamos falando de um grande portal ou um jornal publicando uma foto errada. Estamos falando de gente comum, no melhor estilo “formiguinha” das redes sociais espalhando uma imagem que não é dela, na maioria das vezes sem intenção, associando ao nome.

Fica complicado provar o dano quando a distinção entre as partes é evidente. É como a travesti Luana Vendramini. Por mais que seja evidente a inspiração, não há como imaginar dano a imagem da Luciana Vendramini. Não dá para confundir as duas, como descobri da pior maneira ao buscar no google por “Lu Vendramini” sem os filtros XXX ligados.

Direito de imagem é algo que já é complicado, mas tecnicamente você pode acionar com facilidade sites que utilizem fotos suas sem autorização, mas e quanto a nomes? E quando não são sites, são pessoas?

A Mariana pode tentar processar todos os usuários da Internet ou pagar de Cicarelli fechando o gMail, não duvido que um juiz daqueles bem leigões dê uma liminar, mas ela JAMAIS faria algo assim, e mesmo fazendo, como apagaria as imagens dos computadores das pessoas? Como impediria que no dia seguinte outra foto não fosse postada, como vingança?

A grande liberdade da Internet tem seu preço e é muito mais custoso do que a eterna vigilância. O preço da liberdade da agilidade e da facilidade com que nos comunicamos é ouvir o que não queremos, ou ao menos sabermos que alguém está falando o que não queremos ouvir. É chato sim, é revoltante às vezes, muito é dito se valendo da covardia do anonimato, mas ainda prefiro uma Internet com covardes xingando e fotos nua pelada sem roupa da sósia não-semelhante da Mariana Belém, a uma Internet onde fosse impossível fazer algo de BOM com essa liberdade.



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Que bom, o Tico Santa Cruz Estava Errado!

22/02/2010 - 9:32 am  -  22 comentários


Robert Leeder tem 87 anos, é veterano da Segunda Guerra. Um dia ele teve um derrame, ficou com metade do corpo paralisado. Não podendo mais morar sozinho, foi para uma casa de repouso. Nada mais justo que cancelar a Direct TV, certo?

Cobraram uma taxa de US$400,00 pelo cancelamento antes do fim da carência.

André, filho de Robert escreveu um email para a empresa explicando a condição do pai, oferecendo documentação médica comprovando o problema e pedindo que abrissem mão da taxa. A Direct TV escreveu de volta dizendo basicamente “Lamento, mas só lamento”. Mantiveram a taxa.

A esposa de André soltou o caso Terça-Feira passada em sua página no Facebook. em minutos centenas de comentários indignados foram postados, a história viralizou e o nome da Direct TV foi pra lama. Na Quarta um representante entrou em contato com a família informando que abririam mão da taxa.

Quando uma louca furiosa furou um sinal e quase se transformou em uma versão nacional de Mark Chapman mandando Tico Santa Cruz, vocalista dos Detonautas desta para melhor ele narrou o caso pelo Twitter, inclusive sua indignação com o péssimo atendimento do call center da seguradora.

Muito, muito rapidamente o tratamento mudou. Ele foi contactado por alguém da empresa e tudo ficou uma maravilha. Mas como ele não é bobo, deixou claro que sabia que só estava tendo esse tratamento VIP por ter reclamado e ser famoso. Kevin Smith afirmou a mesma coisa quando a Southwest Airlines o tratou cheio de dedos, depois da cagada do Gordo Demais Pra Voar.

O senso comum tente a concordar com eles, mas o senso comum na maioria das vezes está errado. Na MINHA escala hierárquica um herói de guerra vem na frente do Tico e do Kevin Smith (provavelmente na deles também) mas para a Direct TV o Sr Leeder era só um anônimo em uma tela de computador.

Toda empresa tem políticas internas para privilegiar atendimento a famosos, é uma questão de proteção da própria imagem. Celebridades tem poder de mobilização, isso é fato. Sempre tiveram e não faria sentido as redes sociais mudarem isso, mas o foco é que famoso ou não, até pouco tempo atrás você só conseguiria tal mobilização com apoio da mídia. Hoje ela é irrelevante. Sua denúncia não precisa mais comover o editor do Jornal Hoje, basta comover o público.

Isso quer dizer que agora as empresas precisam de uma estrutura de controle de danos para consertar essas cagadas, certo?

Não. Uma estrutura dessas é essencial mas muito muito melhor é cortar a cagada antes que ela cresça. E isso não tem nada a ver com redes sociais, mudernidade, mundo 2.0. Isso tem a ver com menos robôs nos call centres, ou pelo menos robös cuja métrica de produtividade sejam clientes satisfeitos, não clientes atendidos e despachados.

É preciso atendentes que não sejam punidos por escalar uma chamada, e gente no 2o nível de atendimento com cérebro para ENTENDER os casos individualmente e autonomia para cuidar deles. O custo envolvido na maioria das vezes é irrisório. Eu odeio profundamente o atendimento de 1o nível da TELERJ TELEMAR OI TELERJ mas adoro respeito e admiro o pessoal da área técnica. Nunca tive um problema que não pudessem resolver. Problema é chegar até eles.

É famosa a métrica de que um cliente insatisfeito espalha sua insatisfação para 20 pessoas, muitas empresas baseiam sua estratégia nela. Só que é uma métrica antiga, pré-redes sociais. Nesse modelo velho o boca-a-boca era basicamente negativo.

Hoje temos a possibilidade do boca-a-boca POSITIVO. Bom atendimento é sim elogiado. A maior parte da população online baseia seu consumo em recomendações de amigos ou outros formadores de opinião.

Infelizmente pra muita gente é desagradável ver o que os consumidores pensam da empresa, melhor se restringir a avaliar relatório de chamadas/minuto…

Fonte: HoustonPress



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Twittpocalipse Now!

14/02/2010 - 1:56 am  -  24 comentários


Existem atitudes pouco inteligentes e atitudes muito menos inteligentes. Entre as pouco inteligentes está pisar na capa do Super-Homem. Não é recomendado. Falar “todo órfão é viado” pro Batman, também não recomendado.

Entre as atitudes MUITO menos inteligentes está o que a SouthwEast Airlines fez: Expulsaram o Kevin Smith (sim, That kevin Smith, diretor de Dogma, Chasing Amy e autor cult de quadrinhos) de um vôo. Alegação? Ele era gordo e precisava pagar por dois assentos.

Kevin Smith é gordo? Com certeza, ninguém nunca negou isso, nem sua esposa, a ex-playmate Jennifer Schwalbach:

kevin-smith

Kevin Smith está gordo o suficiente para ser expulso de um avião?

Definitivamente não. Nem preciso entrar em méritos próprios, há provas de que sujeitos muito mais gordos viajam ser ser incomodados:

Fat guy on plane

Segundo o próprio Kevin Smith ele já estava acomodado no assento, com cinto (sem extensão) e descanso de braço abaixado quando foi notificado por uma aeromoça que ele não poderia seguir viagem. Foi advertido que era um “risco de segurança”. Foi forçado a deixar a aeronave.

Em terra o pessoal do balcão reconheceu que não foi uma atitude correta e deram um voucher de US$100,00, mas a cagada já estava mega-hyper-totalmente feita.

Kevin Smith é ADORADO na Internet, tem 1,636,860 de seguidores REAIS no Twitter (chupa, Mano Menezes) e para piorar a situação acaba de lançar COP-OUT, um filme policial com nada menos que Bruce-Fucking-Willis.

O fato ocorreu duas horas atrás. O caso já foi parar na CBS, outros sites de notícias estão seguindo atrás.

Os EUA são um país de gordos, isso é fato. EU achei a coisa over, quando estive por lá. Discriminar alguém por ser gordo não faz o menor sentido, ainda mais quando não há razão para isso. Discriminar alguém de forma idiota, em plena era das redes sociais, é mais burro ainda.

Kevin Smith não fez por menos. Está SOLTANDO O VERBO NO TWITTER, descendo a lenha na SouthWest Airlines, criando um pesadelo de relações públicas como nunca antes na história deste país. Certo?

Mais ou menos. Lembram no caso da Nokia com o blog NokiaBR? Lembram que o Twitter da Nokia basicamente ignorou o fato e só deu uma resposta corporativa avisando de comunicados oficiais no dia seguinte?

south

A SouthWest Airlines está respondendo no Twitter, de forma pessoal, inclusive ao sujeito que comentou que detestaria ser a pessoa por trás do Twitter da empresa, comentário que recebeu como resposta que ele deveria detestar ser o NAMORADO da pessoa por trás do twitter da empresa.

A última mensagem avisa que os twits de Kevin Smith estão sendo lidos e ele receberá um telefonema ainda esta noite do Vice-Presidente de Relações Públicas da empresa.

O que temos aqui é o oposto do que costuma acontecer. Ninguém assumiu que é só “um babaca na Internet”, ninguém tentou menosprezar a situação. A empresa percebeu a cagada, o Tuiteiro teve AUTONOMIA para gerenciar a situação e principalmente, ESCALAR o problema.

Não tenha dúvida, a SouthWest soube do caso pelo Twitter. O mérito aqui é duplo: Usar o Twitter como fonte de informação E como canal de comunicação para desarmar a bomba. Quando a velha mídia tomar conhecimento do caso amanhã de manhã, haverá declarações E mensagens de ambos os lados, difícil não reconhecer o esforço da empresa em resolver a situação, quando estão trabalhando numa madrugada de sábado para isso.

É uma cagada de RP? Com certeza, mas está longe de ser a mega-epic-fail cagada que aconteceria se fosse uma empresa 9-to-5, ignorante de Internet que só fosse saber da situação segunda-feira, pelos jornais.

Entendeu agora porque você não deve escolher a agência mais barata e deixar seu estagiário cuidar da presença de sua empresa em Redes Sociais?



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A Vênus é Platinada mas não é Midas

26/01/2010 - 12:11 pm  -  36 comentários


Milhares de anos atrás em meu primeiro livro expliquei que a beleza da Internet é que a facilidade de acesso à Informação independe do tamanho de quem está por trás dela. O site da Globo é tão fácil de ser acessado quando meu blogueenho. O que eu não previ é que além desse fator, a penetração e audiência das outras mídias também não seria tão importante para determinar a relevância de uma presença na web.

Saltar de mídia é muito, muito complicado. E não falo só para quem faz, falo para quem consome. As expectativas ficam extremamente viciadas, o consumidor de uma mídia tem uma imagem mental impossível de atender quando o conteúdo que ele consome muda para uma nova mídia.

Embora seja consenso mundial que a trilogia de Senhor dos Anéis foi respeitosa, instigante e épica, os fãs mais inveterados de Tolkien torcem o nariz para ela. Quando forçados a detalhar os motivos do desprazer, caem em justificativas como “O Gollum não é como eu imaginei”, o que convenhamos é impossível de satisfazer.

Você com certeza não se lembra, mas a Rede Globo já lançou várias revistas, relacionadas com seus programas. A mais recente é a Revista do Fantástico. Você já viu alguém comprar? Pois é. O prestígio do programa não é transferível para a mídia impressa.

Agora estão investindo pesado em mídias sociais, não só levando uma twiteira popular (ok, em Zion) e um flogueiro, o tal do Orgastic, mas montando microblogs, criando um site absurdamente completo e bancando até aplicações aplicações em Realidade Aumentada.

Assumindo que estamos falando de um programa com dezenas de milhões de espectadores, assumindo que temos uma inclusão digital invejável junto ao target do Brokeback Big Brother Brasil esse site tem tudo pra cair por excesso de uso, arregimentar milhões de visitas e mesmo valendo a regra do 1% dos visitantes que interagem, ficar lotado de comentários, correto?

Vejamos o Blog da Torcida, especificamente o post Você é simplesmente FANTÁSTICA…. da torcida da tal Lia. Agora repare no número de comentários:

globo1

O post é do dia 21, hoje, 26, são 250 comentários. No blog da torcida, onde os ânimos estão mais agitados, onde os visitantes têm mais oportunidade de deixar suas preferências bem claras. Para dar uma idéia, meu post sobre o Haiti tem 115. E eu não sou exatamente a 4a maior rede de TV do mundo.

Mais acima, dia 22, há o post mais comentado, com 2.432 participações. É um número expressivo, e demonstra que a torcida da tal Morango é de longe a maior, mas… é um número significativo?

Não.

2.000 comentários pode ser grande pra blogueiros comuns, mas há gente com capacidade de mobilização muito maior. E desproporcional. Peguemos o Marcos Mion, que trabalha para um segmento de público específico (12 a 14 anos, com QI abaixo de 30) e na MTV, uma emissora que só existe via assinatura ou Bombril na antena de UHF. Em teoria seu poder de mobilização seria ínfimo, comparado ao da Globo.

Então expliquem como sem nenhum acesso aos recursos globais, ele consegue ter em seu blog posts com 37.025 comentários. E  não, não é fato isolado. Logo abaixo vêm posts com 17 mil e 11 mil comentários.

Você leu certo. Um Marcos Mion mobiliza QUINZE VEZES o que um Big Brother Brasil e toda a máquina de divulgação da Globo conseguem mobilizar.

O Mion é um gênio digital? Não, no máximo é um ás no Twitter (com trocadilho). O segredo, que provavelmente nem ele sabe que descobriu é que mídia complementar não é algo bom para transferir audiência. O William Bonner se tornou uma potência no Twitter por oferecer algo completamente novo. Mesmo criptoesquerdistas que fingem odiar a Globo se renderam, pois o prestígio é usado para o contato inicial, para sabermos quem é esse tal de Bonner. A partir daí, ele mostra uma persona oposta ao que vemos na TV.

Se fosse um Twitter corporativo em nome do Bonner, usado para comentar institucionalmente as notícias do Jornal Nacional,não teria nem 10.000 seguidores.

A Internet é feita de indivíduos que gostam de interagir com indivíduos, isso fica claro até pelo número de seguidores do Twitter oficial do BBB (34.000) versus o do Boninho (147 mil). Redes sociais fazem sucesso quando pessoas percebem outras pessoas por trás delas. O grande erro cometido repetidamente por veículos alienígenas à Internet é acreditar no paradigma Campo dos Sonhos – Se construir, eles virão. Virão puerra nenhuma, só virão se acharem que tem mais alguém por lá. Vide o fiasco da Abril Blogs.

É assim que a banda toca. O Internauta não está preocupado se você é a maior empresa do planeta. Se não for alguém (no sentido de gente, enquanto pessoa, a nível de ser humano) e interagir one-to-one, humanizando o contato o visitante passará, olhará mas não entenderá como uma interação real. De quase 20 milhões de espectadores na TV, sua relevância online será menor do que a do Mion.



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Batman usa Windows

24/11/2009 - 7:25 pm  -  25 comentários


No episódio The Vengeance Formulation (S03E09) de Big Bang Theory tivemos uma visão do desktop de Sheldon. Foi como se milhões de pinguins gritassem em desespero e em seguida se silenciassem. Sim, Sheldon Cooper usa Windows, Windows 7 ainda por cima.

Se serve de consolo, aquele Windows está ali por um motivo mais que justo: Dinheiro.

O nome disso é Product Placement, ou em português, Merchandising. Televisão é algo caro de fazer, e a idéia é monetizar ao máximo. Exibição de marcas quase sempre estão atreladas a contratos de publicidade. Por isso Marty McFly pede Pepsi mas em outros filmes vemos a famigerada máquina “Cola”, “Refreshments” ou a cerveja genérica “Beer”.

Em Star Trek conseguiram ir aonde nenhum merchandising jamais esteve: um futuro utópico de ficção científica, com direito a Nokia Tunes e um player MP∞ (se hoje já temos MP15 no Mercado Livre, imagine no Século XXIII).

Esse tipo de ação não era tão comum para eletrônicos, mas a tecnologia avançou o suficiente para ser viável colocar servidores Dell no laboratório de Tony Stark e não ficar algo bobo. Ao contrário do que sempre aconteceu, as interfaces dos computadores precisam ser simplificadas pelo departamento de arte, e não melhoradas, como era regra.

Netbooks, smartphones, tablets, todos são usados, dentro de contexto e rendem dinheiro. E se a Apple não quiser pagar ou ao menos fornecer os computadores, corre o risco de ter um adesivo colado em cima da maçã, como a Globo faz com quase todas as marcas. Tem coisa mais ridícula que o Gol do Rui, d´Os Normais, com a logo da VW coberta com fita?

Um fenômeno interessante é que não há mais a preocupação do passado em ser associado com os vilões. A IBM perdeu a chance de ter seu nome ligado a HAL, em 2001 por achar que ficaria ruim para sua imagem se o computador “vilão” fosse da IBM. HAL hoje é O exemplo de inteligência artificial e um dos computadores fictícios mais adorados do cinema.

Nem todo mundo compartilha desse medo, uma das ações de product placement pioneiras na área de tecnologia por exemplo foi feita com os computadores dos vilões. Estou falando de True Lies, e da cena que todo mundo comentou no cinema:

Em uma época onde todo filme usava imagens customizadas ou terminais de texto impessoais, ver a familiar tela do Windows fez as nerdaiada subir nas paredes. Era um tal de “alá! alá!” que transformou muito cinema em mesquita. A ação é comentada até hoje.

O segredo desse tipo de ação de propaganda é tornar o produto parte da cena. Não se vê o Sheldon elogiando o Windows 7, ele apenas… está lá. Os macs idem. O que não dá é parar a ação para entrar o merchandising. Em um episódio recente de 30 Rock inseriram uma cena absolutamente desnecessária onde era mostrada uma videoconferência com tecnologia Cisco. Tecnologia essa elogiada por vários personagens, que pararam a cena (já) desnecessária para falar… do produto.

Nós consumidores não pagamos por isso. Quer enfiar o merchã, enfia, mas com jeitinho. House brigando atrás de um monitor FullHD e ganhando um Dell é legal. O pessoal de 30 Rock falando de um zzzzzzz…. terminal de videoconferência? Não.

Há uma terceira alternativa, que é conseguir divulgação de graça, mas isso você só consegue se seu produto for realmente cool. Acontece com o iPhone, e aconteceu também com o Photosynth, aquela tecnologia da Microsoft de montar ambientes 3D baseados em fotos.

Um grupo de produtores de CSI estava visitando a empresa, viu uma demonstração e perguntou se podiam usar em um episódio. A Microsoft, claro, abriu sorriso de orelha a orelha, deu toda a colaboração técnica e o resultado é uma cena digna de ficção científica.


O assustador é saber que o Photosynth é aquilo mesmo.

Funciona pra todo mundo? Não, na maioria das vezes o produto é chato, sem-graça e jamais seria usado de forma espontânea. Nesses casos o melhor é apelar para a propaganda convencional.

Pode não ser tão eficiente quanto as ações de merchandising, mas são bem mais toleráveis. Um comercial ruim não ofende, um jabá descarado é chamar o consumidor de idiota.

Extrapolando para nossas novas mídias, fica o recado: Parem de contratar “especialistas” em mídias sociais e contratem criadores. Parem de mandar amostras-grátis (pros outros, pra mim podem continuar mandando) e mandem IDÉIAS GENIAIS. Quem faz boca-a-boca Cauda Longa são os leitores, eles que irão enviar o link para os amigos.

E só digo uma coisa: Link de coisa legal que vi no blog do Cardoso viaja muito mais do que link da coisa legal que o Cardoso ganhou.



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Coragem e Atitude, Thundercats Ho!

07/11/2009 - 1:59 pm  -  26 comentários


Hoje estávamos batendo papo no Twitter (você não acha que alguém trabalha por lá, né?) quando surgiu um comercial feito em computação gráfica, kibando uma série de filmes que a Sony fez para a linha Bravia, todos usando gente de verdade, tinta de verdade, explosões de verdade, emoção de verdade.

Não me entendam mal, eu sou ferrenho defensor da computação gráfica, ela nos leva a mundos inimagináveis, Senhor dos Anéis nunca seria feito tão grandioso sem computadores, Transformers seria um fime de brinquedos filmados, sem toneladas de CGI.

Só que somos preconceituosos, ainda preferimos o “real”. Em computador é fácil (mesmo não sendo). O Gustavo Fortes, da Espalhe resumiu bem:

CGI é commodity. Coragem e atitude é q são cada vez mais raros e valorizados


Isso é o que separa homens de meninos com brinquedos caros. As agências pequenas estão sobrevivendo por ações práticas de custo reduzido e resultados desproporcionais. Eu sempre bato na tecla: Quanto custa enfiar um iPhone em um liquidificador? Garanto que é uma fração ínfima do que ganha o Justin Long pra fazer cara de idiota nos comerciais da Apple.

A computação gráfica, como tudo tem um lado ruim, e nem falo dos logotipos giratórios dos anos 80. Sério, a Praga Hans Donner transformou TUDO em coisas prateadas giratórias. Levou anos até fugirem dessa estética. E logo ELE, que havia cria-digo, assinado aberturas com efeitos práticos sensacionais, como a de Champanhe, ou O Dono do Mundo.

Não é preciso mais ter coragem, basta ter um computador. Ousadia? Besteira.

Por isso mesmo em tempos de Tropa de Elite a sequência de ação mais impressionante fodástica e acachapante da história do cinema brasileiro é de 1971. Roberto Carlos a 300Km/h – Não há Luke Skywalker, Stringfellow Hawke, Niobe, Barão Vermelho. Não há NINGUÉM que supere o Comandante Malaguti, em termos de pilotagem.

Logo no começo o LOUCO do Malaguti passeia de helicóptero pela Praia do Flamengo, Enseada de Botafogo até chegar na boca do Túnel Novo, do lado do Rio Sul. Então o INSANO atravessa o túnel.

Notem, isso não é Missão Impossível, em 1996 Tom Cruise usou efeitos especiais, em 71 usaram um helicóptero de verdade e um túnel de verdade.

Depois a sequência continua com um rasante assustador pelo Centro do Rio de Janeiro. Hoje em dia a cena jamais seria feita. Primeiro, ninguém daria permissão. Segundo, ninguém teria COJONES de sequer propor algo assim. Terceiro, ninguém teria os mega-cojones para TOPAR uma idéia dessas.

Claro, você sempre pode tentar. O máximo que pode acontecer é o cliente topar e você ainda ser lembrado 38 anos depois. Mas tudo bem, também dá pra ser feliz criando banner e viralzinho…



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Como fazer um criativo chorar

29/10/2009 - 9:05 am  -  24 comentários


Há empresas que cobram e caro por estratégias onde prometem 10 mil visualizações em um vídeo no YouTube. Já vi campanhas com investimento alto, clientes satisfeitos e resultados efetivos que não chegaram nem perto disso. Veja por exemplo o 7Splashs, da Trident. O vídeo mais visualizado que achei no YouTube, no perfil oficial é este aqui com 3168 visualizações. E é uma campanha que eu assinaria.

Essa é a realidade. Uma ação criativa, falando para um público específico que tem o perfil exato do internauta. Funciona, mas não necessariamente viraliza. Ai vem essa menina e posta o vídeo abaixo:

Isso mesmo, 1,768,105 visualizações em um vídeo onde ela ensina a fazer cachos no cabelo, usando chapinha (acho).

Recapitulando: Mandam um cara pra viajar pelo mundo, e conseguem 3 mil. A menina penteia o cabelo, ganha 2 milhões. Continue reading “Como fazer um criativo chorar” »



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Rio2016 da Olympikus – Eu já sabia mas não tive idéia melhor

15/10/2009 - 3:19 am  -  14 comentários


Penn Jilette e Teller são dois mágicos muito populares nos Estados Unidos e apresentadores/criadores do excelente programa Bullshit! onde desmascaram charlatanismo, papagaiadas de nova era, criacionistas, teóricos da conspiração e outros temas.

Embora Penn seja abertamente ateu é céptico, seu ganha-pão é mágica, ilusionismo. Não há problema, ele em momento algum diz ter poderes especiais, e sua platéia é (ou espera-se) inteligente o bastante para saber que tudo ali é um truque, que a bala não foi realmente parada com os dentes por seu parceiro, que o David Copperfield não atravessou realmente um muro de tijolos e que a dona boa não está realmente flutuando no ar.

Então, qual a graça, perguntam os cépticos chatos.

A graça é saber que é um truque e mesmo assim ser enganado, bolas.

Por isso eu gostei quando recebi no Porto Cai na Rede o kit da Olympikus. Entre outros brindes veio uma carta, com firma reconhecida em cartório dizendo “EU JÁ SABIA”, falando das maravilhas do Rio e como tinham certeza de que a cidade seria escolhida para as Olimpíadas de 2016. Datada de antes da escolha oficial.

A caixa foi entregue minutos após a confirmação e o efeito foi muito, muito bom. Foi uma peça de ilusionismo, claro. Ninguém sabia de nada e se o Rio não fosse escolhido a carta seria outra OU o kit sequer seria entregue. Mas… e daí?

Saber como a mágica é feita não a torna menos interessante, é preciso apreciar o conjunto.

No caso o diferencial foi o timing. Foi feita uma ação de Emboscada, direcionada a vários blogueiros do Porto Cai na Rede e cronometrada para coincidir com o momento em que as notícias da escolha da cidade sede começassem a correr no almoço.

Ao abrir o kit e nos depararmos com o conteúdo, além da carta veio um Pendrive Kingston bonitão, com os press releases, fotos, vídeo personalizado, etc e uma camisa só minha:

Para coroar o kit e dar ar de “coisa séria”  veio junto nada menos que um Agasalho Oficial da Delegação Olímpica:

Gostou? É, eu também. O negócio é lindo, e caro pacas. Ah, antes que alguém pergunte minha modalidade, é Decathlon, nas categorias 8 e 16 bits.

A ação teve porém um porém: causou um certo mal-estar entre os blogueiros, ao premiar alguns escolhidos, em detrimento de todos os outros presentes.

Confesso que não vi comentários sobre isso vindo diretamente dos atingidos, vi sim gente preocupada que tal mal-estar poderia ser gerado. Também vi um descontentamento pela ação ter sido feita sem consulta aos organizadores do Porto Cai na Rede.

Sou favorável a ações anarco-publicitárias, mas distribuição de kits não é algo que considere “guerrilha”  ou “emboscada”. Um pedido formal cairia bem.

Quanto ao descontentamento, confesso que não me preocupo muito com isso. Blogs ganham brindes o tempo todo. Alguns mais, outros menos e raramente todo mundo ganha a mesma coisa. Se for me preocupar com o que o Digital Drops, o Treta ou o BQEG ganharam, não vou dormir. Pombas, o Brogui ganhou uma Luiza Gomes e eu não reclamei… (os brindes da Capricho são insuperáveis)

Foi sugerido que os kits fossem colocados nos quartos dos blogueiros, para minimizar o “desconforto”. Acho besteira. Iríamos comentar no dia seguinte, as pessoas ficariam sabendo e se for pra rolar #mimimi, rolará. Tendo o kit sido entregue na presença de todos ou não.

O único meio de evitar o “climão”  (que eu não vi acontecer) seria entregar beeem depois, na casa de cada um, o que mataria a graça da ação.

A Agência Boca pensou em todas essas ramificações? Provavelmente não. Teria prosseguido com o plano caso tivesse previsto a reação desfavorável da parte de alguns blogs? Também provavelmente não.

Eu teria.

É impossível agradar todo mundo, não dá para trabalhar uma ação com blogs baseando-se no que vai achar quem não for contemplado. Fosse por isso não haveria mais pesquisa eleitoral e o IBOPE teria fechado. TODA pesquisa é desqualificada por N-1 candidatos, onde N é o número total de candidatos, o -1 é o sujeito que ficou bem-cotado na tal pesquisa.

É válido invadir a ação de outra agência, para promover seu cliente?

Eu acho que é. Do contrário estamos criando limites no Marketing de Emboscada. Estamos dizendo que nossas “coleguinhas” são mais importantes que as empresas que invadimos em nossas ações. Só que para invadir uma ação e não angariar a ira dos publicitários presentes você tem que ser muito, muito bom.

Sua invasão tem que gerar interesse, admiração e curiosidade. Duvido que alguém fosse reclamar se o Sunga Boy do 7Splashs caísse de para-quedas (literalmente) e distribuísse chiclete ou cerveja ou -sei lá, sungas- para os presentes.

A Boca cometeu dois erros: 1 – não chegou com uma ação UAU! o suficiente para garantir imunidade diplomática via consagração popular e 2 – não conversou com os organizadores antes de distribuir os brindes.

Deve ser crucificada por isso? Sinceramente acho que não. O Evento Principal não ficou prejudicado.

TODOS os blogueiros foram muito bem-tratados, não houve nenhum tipo de discriminação baseada em pagerank, meritocracia informal, etc (exceto o fato de terem me hospedado no Nannai, mas não é discriminação, é Justiça).

Não creio que a imagem do evento tenha ficado manchada por causa do kit da Olympikus. Em verdade acho que até a Olympikus saiu bem na fita.

Fica a lição: Na dúvida tente agregar, não sequestrar. Não é porque algo é combinado e acertado que deixa de ter graça. Avise antes de invadir. Assim mesmo que alguns convidados fiquem incomodados, os donos da casa te receberão de braços abertos. Pode perguntar aos franceses na Normandia.



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