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A maior sacanagem do vídeo erótico da filha da Tizuka Yamasaki

O grande hype do momento envolve Naína Tie, filha da venerável Tizuka Yamasaki, uma das grandes cineastas que este país já teve. Como você já deve ter visto em um zilhão de outros sites, ela fez um vídeo junto com um cidadão e o vídeo caiu na rede. Nada de novo, é uma moça bonita (sou suspeito, sabem que tenho uma queda para o Oriente), um sujeito desajeitado (sempre são) e sexo pela metade meio malabarista, pois têm que ficar segurando a câmera.

Você já viu, eu já vi, todo mundo no planeta já viu milhares de vídeos iguais. A única diferença é que seria a filha de alguém famoso.

A sacanagem aqui, a grande sacanagem é que eu APOSTO que 9 em cada 10 que baixaram nem têm idéia de quem é Tizuka Yamasaki e porquê a pequena Naína tem sorte de ser filha dela.

O Brasil como sempre não dá bola para ninguém que não tenha bunda grande, não esteja em um Big Brother ou não saiba chutar uma bola.

Um bando de macacos de imitação passa adiante o “filme da japa” dizendo “é a filha da Tizuka Yamasaki”, mas poderiam dizer “é a filha da Tomie Ohtake”, ou “É a filha da Yoko Ono”, dava no mesmo. Na verdade só haveria um reconhecimento real do nome se fosse “é a irmã da Sabrina Sato”. Tizuka Yamasaki não passa mais que uma vaga familiaridade.

A sacanagem aqui é que a trivial trepada trará para a filha uma audiência provavelmente maior que a dos filmes da mãe.

A sacanagem aqui é que –comprovando minha teoria de que a Wikipédia brasileira é uma merda- o artigo em inglês para Tizuka Yamasaki é mais completo que o em português.

A sacanagem no caso não é nem com a pequena Naína. Ela não é criança. A vítima aqui é a Tizuka, que está tendo o nome explorado sem ter a contrapartida. Todos estão se valendo de sua “fama”, sem ter pago o “preço” de assistir seus filmes. Na verdade até criticam, pois ela fez filmes da Xuxa e dos Trapalhões, além de obras-primas como Gaijin. Lamento informar, meus caros, mas pelo que se vê no vídeo a Naína tomou muita Sustagem, e isso custa dinheiro. Nenhum cineasta vive de fama, todos trabalham e no final do mês o Renato Aragão depositava direitinho o dim-dim.

Quem acha que tem o direito de criticar a Tizuka por fazer filmes como O Noviço Trapalhão, que pague suas contas.

Quanto à Naína, com vídeo ou sem vídeo adoraria dividir alguns chopps e aproveitar o privilégio que é estar acompanhado da filha da Tizuka, e saber o que isso significa.

Novas Mídias, velhos ideais? Inclua-se fora dessa.

O vídeo abaixo é a versão mais tosca de Guerra nas Estrelas que já vi, incluindo o Especial de Natal. A cereja do bolo é a “trilha sonora”. Só que a grande revolução não é cinematográfica. Não acho que facilitar a divulgação de lixo seja estatisticamente válido para promover novos talentos. Não entendo YouTube, Videolog, Blogs como “passagem”, não gosto da idéia de gente que monta um blog só para arrumar emprego e depois dá um Pé na Bunda no blog, que “cumpriu sua função”. Como a Clarah Averbuck fez.

Vejo toda essa revolução de comunicação como um fim. Não um “meio de expressar o que não tínhamos como botar pra fora”. Isso é emo demais.

Antes de Internet, câmeras baratas, Windows Movie Maker as pessoas JÁ faziam filmes domésticos. Já faziam paródias. Logo após o lançamento de Guerra nas Estrelas, em 1977 surgiu o clássico Hardware Wars, com uma bola de basquete como Estrela da Morte e uma furadeira como arma-laser. A vontade de fazer esses fanfilmes sempre existiu. E era satisfeita, quem queria corria atrás.

Vídeo achado no Geekologie

O que temos hoje são novas possibilidades. Nos velhos tempos ninguém sentava em uma manhã de sábado sem fazer nada e sugeria “vamos fazer uma paródia de Guerra nas Estrelas em 15 minutos sem gastar nada, pra ver o que acontece?”. Ninguém ficava filmando um gato horas pra ver se ele fazia alguma gracinha, ou tirava 500 fotos de alguma coisa.

As novas tecnologias criaram novas possibilidades, e ESSES são os grandes filmes. Um clipe do Rick Astley, por Odin, ninguém merece. Já um Rickroll é um fenômeno. Ver comerciais online não é revolução, o Lula Vieira já apresentava o Intervalo (valeu, Gi) na TVE e a maior parte do programa era dedicada a comerciais. Um comercial no YouTube não tem nada de revolucionário. Já usar a ferramenta como o genial Wario Land fez, é algo de se bater palmas.

O segredo do sucesso nas novas mídias é usá-las de formas novas, é descobrir algo que não foi feito antes, e fazer, de preferência direito.

O Estadão usa o Twitter de forma porca. Apenas repete as manchetes do plantão, poluindo o Twitter de todo mundo. Resultado? Meros 182 seguidores. Não é mandando 20.984 mensagens que ele se tornará relevante. Pelo contrário. São dois trabalhos, assinar e remover.

Por outro lado eu gostaria muito de saber quem é a agência que cuida da conta online do Carrefour. Vejam essa que achei no Pensa, Rics, Pensa!

Meu micro foi pro espaço, você sabe. Eu só estava conseguindo usar porque tinha comigo um LiveCD do OpenSUSE, então aproveitei pra enviar um post pro blog e avisar no Twitter que provavelmente ficaria alguns dias offline. Disse que meu micro tinha dado problema, que teria que comprar uma placa de vídeo nova e tudo o mais. Missão cumprida, fui dormir tranquilamente.

No outro dia pela manhã, no Twitter, me aparece uma mensagem do @carrefourbrasil dizendo “@pensarics Aproveita essa #promoção e compra um novo.” com um link direto pra página da tal promoção. O produto que eles me ofereceram era exatamente o que eu estava precisando, ou seja, um micro novo num ótimo preço.

A personalização é uma arma tão poderosa de vendas que muita gente (comunista) acha que deveria ser ilegal. Convenhamos, o vendedor que conhece o cliente pelo nome, sabe seus gostos, só precisa meter a mão no bolso do sujeito e tirar a carteira, o resto já está feito.

O uso original do Twitter, de forma proativa (viu? Falei quenemque marketeiro) foi o grande diferencial.

Diferencial esse que vai determinar sua posição na pirâmide evolutiva do mundo atual. Se você usa Twitter, MSN, Flickr, Facebook, Orkut, Blip.fm, Videolog, RSS e etc de forma convencional, você continua sendo um simples seguidor, parte da manada.

Os líderes estão lá na frente, pensando em novos usos para as novas tecnologias.

Salsinhas também blogam

midori_san

Deixando os macacos do estadão na poeira, a notícia adiante assumiu o posto de maior golpe nos egos dos blogueiros em todos os tempos:

Um experimento no Japão criou um blog muito popular, escrito por… uma planta.

Isso mesmo. Uma forma de vida abaixo dos miguxos emos tem um blog.

Usando tecnologia desenvolvida pelo professor Satoshi Kuribayashi da Universidade de Keio, são medidas informações como o fluxo bioelétrico das folhas, umidade do ar e do solo, temperatura ambiente, iluminação, etc, etc. Esses dados são exibidos e servem como base para um gerador de frases que reflete o “estado de espírito” da plantinha, que tem até nome. É Midori-san, e é um saudável exemplar de Hoya kerii, que provavelmente não tem correspondente em português.

Ela faz um post por dia, com direito a foto.

 

Existe um widget para acionar uma lâmpada fluorescente e energizar a plantinha, que agradece a “força”. Pela quantidade de mensagens e trackbacks, a planta faz bem mais sucesso que muito blogueiro brasileiro, eu incluso. Se não quer MESMO preservar o que sobrou de seu ego, ou não se importa se uma planta consegue mais sucesso na blogosfera do que você, visite o blog da plantinha.

E nós preocupados com jornalistas, quando está provado que as salsinhas herdarão a blogosfera…

Fonte: Pink Tentacle

Este post contém propaganda, não leia

mm Uma das reclamações que vejo por aí em relação aos posts pagos é que ele afeta o conteúdo do blog. Sim e não. Existem, sim, blogs que literalmente abrem as pernas e publicam jabás descarados, abrindo mão do conteúdo que atraiu o rol de leitores que efetivamente possibilitou o tal post pago. Sem leitores, sem dinheiro. Não é difícil entender.

Por outro lado acho a visão de que se é propaganda é ruim muito simplista. Caceta, o YouTube está CHEIO de comerciais avidamente consumidos repassados, viralizados pelos leitores. Desde antes do Tubo, as pessoas já mandavam (para nossa inconveniência) anexos monstruosos com ASFs de 4MB com aquele “filme genial, banido, que você tem que ver”.

Ao mesmo tempo qualquer pesquisa vai mostrar que 112% das pessoas odeiam propaganda. Como conciliar esses dados com o fato de que essas mesmas pessoas consomem anúncios no YouTube e emails voluntariamente?

Fácil: Se é legal, não é propaganda. É conteúdo, é entretenimento.

Todo mundo ficava esperando os filmes da US Top para ver qual situação o Fernandinho e sua bonita camisa se meteriam, Carlinhos Moreno era sempre uma incógnita desejada no próximo comercial do BomBril. Na Inglaterra filmes da Guiness são ardentemente aguardados. Nos EUA boa parte da população anseia pelos comerciais do Superbowl, que custam US$3 milhões por 30s, só de veiculação.

As campanhas da Pepsi nos anos 80/90 eram maravilhosas, filmes com o Michael J. Fox, comerciais como o de Top Gun, o dos Astronautas… e a Coca-Cola? Época de Natal todo mundo fica esperando a hora de ver os ursinhos para fazer “ahhhnnnnn….”

Isso é tão propaganda quanto as Casas Bahia.

Uma das reivindicações da minoria chata que não aceita que blogs ganhem dinheiro é que os posts pagos sejam identificados “no começo, assim não preciso ler”. Eu me recuso a fazer isso. Terminantemente. A essência da propaganda é que pedimos “um minuto de sua atenção”. O cliente paga para ter uma oportunidade de exibir seu produto. Não queremos cliques, não pedimos cliques. Sequer PODEMOS pedir cliques. Aliás, não clique, exceto se for algo que te interesse muito.

O que não posso fazer, principalmente, é negar ao anunciante a oportunidade de ser visto. Eu não acredito que essa gente arranque os fones quando o rádio toca uma chamada para um supermercado, ou que fechem os olhos e saiam da sala a cada comercial na Sony, gritando da cozinha “já voltou ou ainda está no comercial?”. É um tipo de histeria que não existe no mundo real e não deveria existir na Internet.

Aqui vale o conteúdo. Se é um conteúdo inspirado em um jabá, não me interessa. Os posts da Mirian são excelentes, depois que ela encontrou seu formato ideal. Eu agradeço ao patrocinador por ter proporcionado um texto divertido. Ela colocar no alto do post “Este texto foi escrito para acompanhar a promoção do Lux Luxo – Sabonete das Blogueiras Ensaboadas” vai ajudar alguém? Só vai dar crédito a uma histeria que não existe, repito, criada por uma minoria absolutamente irrelevante e barulhenta.

Minha posição: Conteúdo bom é conteúdo bom. Se é pago ou não, não me interessa. TUDO que eu assisto na TV é pago, não sou ingênuo de pensar “que legal, House tem um iPhone”. Meu pensamento é: “Nossa, esse jabá rendeu uma cena excelente”. Ao contrário das novelas da Globo onde os personagens do nada resolvem ir ao caixa eletrônico e ficam elogiando o banco.

O bom conteúdo é a base da blogosfera. Quer ganhar dinheiro com post pago? Faça bom conteúdo, inclusive e especialmente se for pago pra isso. Tem considerações filosóficas, está de má-vontade, quer “ferrar o babaca que quer poluir seu blog”? Não faça. Não aceite. Não há nada de errado com isso. Só não sabote a ponte onde você está de pé.

De resto, a Marilyn Monroe tipográfica que ilustra este texto deixou de ser uma bela peça de arte só porque faz parte de uma campanha da Folha de São Paulo? Tenho muita pena de qualquer um que diga “sim”.

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